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Motociclistas: quando a tecnologia salva vidas

*Por Isabelle Siqueira

Atualmente, a frota nacional de motocicletas no país é de 27,9 milhões – 90,5% maior que há 10 anos atrás -, tornando o Brasil o oitavo maior produtor do segmento no mundo. Seguindo o ritmo acelerado de busca pelo veículo de duas rodas, o índice de acidentes e mortes no trânsito também aumenta. O último balanço do Ministério da Saúde, realizado em 2017, indica que mais de 12,1 mil motociclistas morreram em um ano. Entre os fatores contribuintes para essa estatística estão a imprudência, desatenção, condições climáticas e das vias, vulnerabilidade e falta de segurança. Não bastassem esses motivos, nos últimos anos nos deparamos com a ascensão dos aplicativos de entregas e delivery, que passaram a “reforçar” este cenário negativo.

Acontece que algumas empresas passaram a estimular seus motoboys a serem mais ágeis nas entregas, passando a oferecer bonificação por metas atingidas. O problema é que quanto mais desenvolvido for o município, mais serviços de entregas estarão disponíveis ao consumidor e, com eles, mais tragédias de trânsito, principalmente em decorrência do excesso de velocidade e distrações. No ano passado, o seguro DPVAT pagou mais de 167 mil indenizações às vítimas com acidentes de moto, sendo que as regiões Nordeste e Sudeste foram as com o maior número de indenizados.

Na cidade de São Paulo, por exemplo, o volume de incidentes teve salto tão considerável, que a Prefeitura fechou, neste ano, parceria com empresas de entrega para aumentar a segurança de motoboys vinculados a plataformas e evitar acidentes no trânsito. Entre os termos firmados, as empresas se comprometeram a fazer convênios para oferecer cursos de direção defensiva a todos os seus entregadores, além de realizar campanhas de conscientização e, por último, não pagarem premiações em dinheiro a quem fizer mais entregas em menos tempo – este último fator passou a ser visto como incentivador a condutas imprudentes no trânsito.

Esta medida tem tudo para trazer impactos positivos e se mostrar um acerto, porém com ressalvas. Uma das preocupações é que da mesma maneira que o condutor de carro realiza cursos em CFCs somente com a finalidade de passar na prova final e obter sua CNH, os motociclistas também sigam a lógica de “fazer por obrigação” só para cumprir protocolo. Deste modo, vale o questionamento: como realizar treinamentos adequados para condutores de motos? Unir recursos tecnológicos é o caminho a ser seguido, pois além da capacitação adequada para que os motociclistas entendam as leis de trânsito, é possível conscientizá-los de que o mais importante são as vidas.

A partir de tecnologias imersivas com simuladores de realidade virtual e conteúdos interativos de aprendizagem, os motociclistas teriam modernidade e eficácia pedagógica na hora da capacitação. A simulação virtual, por exemplo, seria capaz de reproduzir e incorporar com realismo a condução de uma motocicleta e as situações cotidianas de trânsito como trafegar em cenários urbanos, rodovias e serras, além de possibilitar um melhor preparo para condução de motos em condições climáticas adversas como chuva, neblina, geada e neve e, também, testar e aprimorar o reflexo defensivo com intervenções de pedestres, ciclistas e obstáculos nas pisas. Junto a isso, o ideal seria estimular o aprendizado do código de trânsito a partir da parte teórica, levando também para a parte prática no simulador, em ambiente controlado.

Tão importante quanto a capacitação correta para que os motociclistas compreendam as leis de trânsito é conscientizá-los de que o principal é a preservação de vidas, sejam as deles ou de todos os outros envolvidos no trânsito. Neste sentido, a simulação virtual, antes vista como algo distante e impalpável, torna-se uma prática e sua aplicabilidade é possível e necessária para a construção de uma sociedade mais humana.

Isabelle Siqueira é coordenadora de Comunicação do Instituto Mobih

Simulador com alto grau de realismo é lançado no Salão Duas Rodas 2019

Mais avançado simulador para treinamento de motociclistas, o ProS.moto, desenvolvido nos últimos três anos pela Younder by ProSimulador, foi um dos principais lançamentos do Salão Duas Rodas 2019, realizado entre os dias 19 e 24 de novembro, em São Paulo (SP). Dois equipamentos reproduziram, com alto grau de realismo, a sensação de pilotar dois modelos fabricados pela Yamaha – Factor e Fazer.

Mais de três mil pessoas passaram pela Arena Mobilidade da marca e cerca de duas mil puderam fazer o teste, que durava três minutos em média. A tecnologia do ProS.moto permite que ele seja customizado para reproduzir, com alto grau de realismo, características de qualquer motocicleta, da aparência física à dinâmica veicular.

A tecnologia une plataforma digital de educação, conteúdo educacional e o equipamento de alta imersão, com o qual é possível realizar a aplicação de treinamentos e capacitações para motociclistas. O simulador é altamente adaptável e com aplicações que podem contribuir, inclusive, com a formação de novos condutores na categoria A.

“A nossa participação no Salão Duas Rodas foi de extrema importância, pois mostramos que é possível capacitar condutores de forma segura e extremamente próxima da realidade das ruas”, argumenta Claudia de Moraes, CEO da Younder. “A tecnologia pode ser empregada no treinamento e conscientização de condutores, inclusive com empresas de aplicativos de entrega. No caso das montadoras, além de projetos especiais de capacitação, é possível disponibilizar os simuladores para experiências imersivas de clientes em concessionárias e eventos”, acrescenta.

O ProS.moto utiliza uma combinação de hardware e software sem equivalente no mercado brasileiro, que proporciona um grande de nível de realismo, que pode ser sentido por todos que testaram os modelos instalados no Salão Duas Rodas. O sistema pode ser modificado para reproduzir a dinâmica veicular de qualquer motocicleta e até mesmo scooters (motonetas).

“O equipamento é o único capaz de proporcionar um teste muito próximo do realizado nas ruas. As pessoas que testaram durante a feira ficaram impressionadas com o nível de realismo e precisão. O ProS.moto reproduz a interação entre corpo e máquina, proporcionando a sensação de aceleração, velocidade e frenagem muito próxima da real”, destaca Sheila Borges, diretora de produtos da ProSimulador.

O software reproduz cenários urbanos, rodovias, serras e pistas de centros de treinamento, nas mais diversas condições climáticas (sol, chuva, neblina, geada e neve) e de trânsito. Também é possível simular avarias, como falhas nos freios, falta de combustível, superaquecimento e problemas nos pneus. Seja na formação de novos condutores ou na qualificação de habilitados, o equipamento ajuda a prevenir acidentes, já que consegue simular, de forma segura e controlada, situações que não podem ser vivenciadas em aulas práticas.

Pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (ABRAMET), durante o X Congresso Brasileiro de Acidentes e Medicina de Tráfego, em 2013, revelou que 84% dos profissionais de medicina de tráfego acreditam que os simuladores devem ser utilizados não apenas na obtenção da primeira habilitação, mas também na renovação da CNH. Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido, Índia, França. Japão, Canadá, Estados Unidos, Holanda estão entre os países onde o uso de simuladores é incentivado.

SOBRE A YOUNDER

A Younder (www.younder.com.br) é uma empresa desenvolvedora de soluções educacionais empresariais. Por meio da tecnologia, a empresa oferece serviços voltados ao treinamento e capacitação completos, como a Younder Lab, plataforma digital com catálogo de cursos online, presenciais ou híbridos; Younder Hub, que cria conteúdos customizados, desenvolvidos por uma equipe especializada; Younder Exp, que promove a prática imersiva com simuladores que utilizam a realidade virtual para o aperfeiçoamento técnico e operacional das equipes; e Academia de Trânsito, catálogo de cursos teóricos e práticos para treinamento de condutores.

SOBRE A PROSIMULADOR

A ProSimulador (www.prosimulador.com.br) atua no desenvolvimento e na fabricação de simuladores de realidade virtual de alta imersão e eficácia pedagógica, oferecendo o que há de mais moderno em capacitação e treinamento para atividades específicas. Líder de mercado, a empresa oferece equipamentos para variados tipos de capacitação, como motocicletas, veículos leves e pesados, e máquinas de elevação de carga.

FONTE /PRNewswire/ ProSimulador

FOTOS Marcel Mano

Motociclista têm mais medo de atropelar pedestre do que colidir com ônibus e caminhões

A Fundación MAPFRE divulgou, nesta quinta-feira (21), o estudo “Motociclistas na Cidade de São Paulo”, sobre o comportamento e índices de mortalidade destes condutores no trânsito na capital paulista.

Os resultados preocupam: dois em cada três motociclistas disseram ter pilotado moto por algum tempo mesmo sem ter habilitação; a maioria também admitiu não respeitar sempre o Código de Trânsito Brasileiro e circular pelos corredores (espaços entre as faixas de rolamento).

Os dados foram obtidos a partir de pesquisa quantitativa com 1.210 motociclistas e mais 40 entrevistas em profundidade. Além disso, foram entrevistados 10 técnicos de trânsito, e realizadas visitas técnicas a órgãos de trânsito que, de alguma maneira, se relacionam com o motociclismo.

A maior parte dos entrevistados utiliza a moto como ferramenta de trabalho e justifica comportamentos muitas vezes imprudentes, como exceder a velocidade, pela pressão pela pontualidade das atividades profissionais.

Entre os dados apresentados, também chama atenção a preocupação dos motociclistas com a possibilidade de causar lesões a terceiros, superior a ter colisões ou queda da moto. Isso porque 45% declarou ter como maior medo atropelar um pedestre nas ruas, enquanto 28% afirmou temer colidir com veículos maiores – como ônibus e caminhões.

“Para propor soluções efetivas para a redução das mortes causadas por acidentes de trânsito, é essencial entender o comportamento de todos os agentes e suas motivações. Nossa pesquisa, oferece um ponto de partida para o desenvolvimento de ações educativas e apoio a políticas públicas”, afirma a diretora da Fundación MAPFRE no Brasil, Fátima Lima.

As características das ocorrências também foram avaliadas. Segundo a pesquisa, 65% dos acidentes acontecem durante o dia, 57% em pontos pouco movimentados e 56% com a pista seca.

Acidentes e mortes

Praticamente todos os entrevistados afirmaram ter se envolvido em acidentes, 80% deles disseram conhecer alguém que morreu no trânsito e 84% possui colega com sequelas depois de uma ocorrência com moto.

No Brasil morrem, todos os anos, cerca de 40 mil pessoas em acidentes de trânsito – desse total 33,4% são motociclistas, de acordo com o Datasus, sendo homens (89,1%%), pardos (59,8%), com idades até 35 anos (33%) e solteiros (60,32 %).

Além das perdas humanas, os socorros, internações e tratamentos dessas vítimas constituem em gastos estimados em mais de R$ 70 bilhões ao sistema de saúde, de acordo com o Instituto Brasileiro de Segurança de Trânsito (IST). Nesse contexto, as mortes em ocorrências envolvendo motocicletas superaram 120 mil, de 2007 a 2017.

“Parte do aumento de mortes pode ser explicado pelo crescimento da frota de motocicletas e motonetas, que no ano passado atingiram 27 milhões de unidades nas ruas e já representam 27% da frota total no país. Por outro lado, é preciso rever o processo de formação de condutores, além de promover ações governamentais efetivas nas áreas de educação, segurança pública e infraestrutura das vias”, analisa o diretor de Educação para o Trânsito e Fiscalização do Detran-SP, Fernando Duran Poch.

Acesse o estudo “Motociclistas na Cidade de São Paulo” no link: http://www.fundacionmapfre.com.br/fundacion/br_pt/images/Relatorio-Motociclistas_SP-21x28_tcm1071-579433.pdf

Conclusão é resultado do estudo “Motociclistas na Cidade de São Paulo”, desenvolvido pela Fundación MAPFRE

Sobre a Fundación MAPFRE

Com sede na Espanha e atuação em 33 países, a Fundación MAPFRE é uma instituição sem fins lucrativos, que tem o objetivo de promover, fomentar e investir em pesquisas, estudos e atividades de interesse geral da população. No Brasil atua para disseminar valores, promover o acesso à informação, cultura e visa contribuir com o bem-estar da sociedade, apoiando e desenvolvendo iniciativas nas áreas de Ação Social, Prevenção e Segurança Viária, Seguro e Previdência Social, Promoção da Saúde e Cultura. Em 2018, suas iniciativas impactaram cerca de 2 milhões de brasileiros. Site: http://www.fundacionmapfre.com.br

Plano de segurança Viária SP

O Plano de Segurança Viária alinha a capital paulista às grandes metrópoles do mundo que já trabalham para que o número de mortes causadas pelo trânsito seja zero. Essa é a avaliação do WRI Brasil, que prestou apoio técnico em todo o processo de mapeamento e identificação de problemas e soluções até a arquitetura final do plano.

“Historicamente, no Brasil, os governos e a sociedade tratam a segurança viária como tema de responsabilidade exclusiva do indivíduo, seja ele o pedestre, o condutor ou o ciclista. Mas experiências de Visão Zero pelo mundo comprovam que o número de mortos no trânsito só cai consideravelmente quando o poder público também assume sua responsabilidade e amplia sua atuação, como São Paulo está fazendo”, explica Marta Obelheiro, coordenadora de Segurança Viária do WRI Brasil.

O WRI tem trabalhado com cidades e países de vários continentes no desenvolvimento de programas que tenham por meta zerar as mortes no trânsito. A abordagem de Sistema Seguro teve início de forma pioneira na década de 1990, por meio de programas como Visão Zero, na Suécia, e Segurança Sustentável, na Holanda. Austrália e Nova Zelândia, bem como os estados norte-americanos de Minnesota e Washington, além de cidades como Nova York e São Francisco, adotaram políticas semelhantes nas décadas seguintes. Mais recentemente, cidades em países de renda média, incluindo Bogotá e Cidade do México, começaram a redirecionar suas estratégias de segurança viária para uma abordagem sistêmica, que reconhece a possibilidade das pessoas errarem e a necessidade de tornar o sistema de mobilidade o mais seguro possível para reduzir a gravidade dos acidentes.

Evidências de 53 países e mais de 20 anos de experiências políticas representativas são claras: vias seguras salvam vidas. “A chave para uma mudança real em segurança viária é entender que as mortes no trânsito são evitáveis desde que o poder público assuma sua responsabilidade, que vai além das campanhas educativas e da fiscalização. Nesse sentido, o plano de São Paulo é um exemplo, pois contempla seis eixos de atuação que promovem a interlocução entre todas as áreas públicas direta ou indiretamente relacionadas com o tema”, detalha.

O plano de São Paulo é uma política pública permanente que contempla o calendário eleitoral e permite que cada novo gestor possa definir suas prioridades dentro das premissas estabelecidas. Outro ponto que merece destaque é o fato de que ele já nasce com um amplo diagnóstico dos fatores de segurança e dos locais com maior risco de acidentes graves e fatais, o que permitirá que a Prefeitura venha a atuar nos principais pontos críticos de acidentes ao longo dos próximos dois anos. Nesses pontos, ela aplicará princípios-chave da Visão Zero de acidentes, como a promoção de um novo desenho viário, melhoria na infraestrutura e revisão das velocidades. Áreas de maior circulação de pessoas vulneráveis, como entorno de escolas e creches, também receberão atenção especial para que a convivência entre motoristas e pedestres seja mais segura. “Priorizar ações que protejam os mais vulneráveis é um excelente começo para que as metas de reduzir em 50% as mortes de pedestres, ciclistas e motociclistas sejam cumpridas. Somente olhando para as pessoas, e não apenas para os veículos, é que conseguiremos tornar nossas cidades realmente mais seguras”, sintetiza Marta.

As fatalidades decorrentes de acidentes no trânsito são a 8ª principal causa de morte no mundo, ceifando 1,35 milhão de vidas a cada ano. Noventa e três por cento dessas mortes ocorrem em países de baixa e média renda, sendo que as mortes no trânsito são a principal causa de morte de crianças e jovens adultos entre 5 e 29 anos no mundo todo. A taxa de mortes no trânsito a cada 100 mil habitantes é de aproximadamente 27,5 nos países de baixa renda. Essas taxas são mais do que o triplo da taxa dos países de alta renda e extremamente mais altas do que a dos países de altíssima renda europeus, com melhor desempenho em segurança viária, nos quais ocorrem 5,1 mortes por cada 100 mil habitantes.

Foto: Marcel Mano

A meta 3.6 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) definidos pela ONU, que prevê reduzir pela metade as mortes e os ferimentos globais por acidentes no trânsito até 2020, possivelmente não será atingida. Em São Paulo, os acidentes de trânsito são a segunda principal causa de morte de jovens entre 15 e 29 anos e a meta é chegar à taxa de 3 mortes a cada 100 mil habitantes até 2028.

As medidas do plano Vida Segura de São Paulo estão alinhadas a objetivos globais. Os bons resultados obtidos por essa abordagem para zerar as mortes no trânsito levaram o Plano de Ação Global das Nações Unidas (ONU) para a Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011-2020 a adotar uma abordagem sistêmica e abrangente para a segurança viária. Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU também incluem metas para reduzir à metade as mortes e lesões no trânsito globalmente até 2020 e para ofertar sistemas de transportes seguros, sustentáveis, acessíveis e economicamente viáveis à população, com o aumento da segurança no trânsito até 2030. A Nova Agenda Urbana da ONU-HABITAT firmou um compromisso com a segurança para todos os usuários da rede viária e com jornadas seguras e saudáveis até a escola para todas as crianças.

O WRI Brasil é uma instituição sem fins lucrativos que transforma grandes ideias em ações para promover a proteção do meio ambiente, oportunidades econômicas e bem-estar humano. Atua no desenvolvimento de pesquisas e implementação de soluções sustentáveis em mudanças climáticas, florestas e cidades. Alia excelência técnica à articulação política e trabalha em parceria com governos, empresas, academia e sociedade civil.

O WRI Brasil faz parte do World Resources Institute (WRI), instituição global de pesquisa com atuação em mais de 50 países. O WRI conta com o conhecimento de aproximadamente 700 profissionais em escritórios no Brasil, China, Estados Unidos, Europa, México, Índia, Indonésia e África.

Nova Honda Goldwing deve ser a primeira a usar câmeras de segurança ativa

O ano passado na 30ª edição do Salão Internacional do Automóvel de São Paulo, em novembro no São Paulo Expo Exhibition & Convention Center a Honda Brasil apresentou o Accord com o sistema de segurança Sensing Honda, que tem várias medidas para prevenir acidentes.

Volante do novo Accord com comandos multifuncionais incluindo do Sensing Honda.

Já a algum tempo as marcas de carros trabalham em sistemas de segurança ativos – a exemplo da Volvo, muitos dos quais são aplicados em automóveis, o que acaba tendo como decorrência o downsize e adequação às motocicletas e motociclos. Nesse processo os carros também inversamente se beneficiam com as novas micro tecnologias.

Desenvolvimentos Ducati-Audi de sistemas combinados. Foto: Lukas Barth.

Ou ainda, sistemas que integram carros e motos, como o atualmente desenvolvido pela Ducati ou Bosch, alguns trazem outras informações integradas de pontos de passagem pelas vias interligadas, por exemplo, com o sistema viário na coordenação na abertura e fechamento de semáforos.

A informação que circula pela internet diz respeito à nova Honda Goldwing, que passaria a contar com o sistema Sensing Honda, versão do utilizado no atual Honda Accord, comercializado no Brasil,  que integra; o aviso de colisão, frenagem de emergência na cidade, leitura de sinais, aviso de ponto cego, aviso involuntário de mudança de faixa e aviso de tráfego cruzado.

Essas medidas, juntamente com outras, como manutenção ativa de pista, controle de cruzeiro adaptativo ou limitador de velocidade inteligente, tornaram-se padrão na atual geração do Honda Accord. O sistema funciona com um radar frontal, localizada na parte inferior do para-choque e duas câmeras localizadas na altura do espelho central.

Estas duas câmeras na Goldwing, assim como no Accord, agem como nossos olhos, ou seja, a separação pode criar uma vista dimensional com que calcula distâncias e gera avisos de colisão dependendo das velocidades relativas, como bem como servindo como detecção de linhas da pista ou ver sinais de trânsito.

Duas câmeras semelhantes apareceram montadas na dianteira como parte de uma patente registrada pela Honda. Neste caso, em uma Honda VFR1200F, outra candidata a melhoria.

Câmeras Honda Sensing

As duas câmeras localizadas na frente permitiriam o acesso a um número infinito de funções de segurança ativas: sinais de leitura avisam de faixa não intencional ou aviso de pré-colisão, com frenagem automática. Sabe-se que a Harley-Davidson está trabalhando em um sistema semelhante, para reduzir a velocidade de impacto, o freio no caso de uma colisão são automaticamente.

Leia também: https://tmoto.wordpress.com/2019/01/12/ducati-audi-e-ford-apresentam-tecnologia-de-comunicacao-para-seguranca-no-ces-2019/

Lei Seca completa 11 anos, mas álcool ainda é uma das principais causas de acidentes de trânsito

Fonte: divulgação

Campanhas na mídia e maior força na aplicação da lei, incluindo o combate ao uso de álcool na direção, contribuíram para que o Brasil reduzisse as mortes por acidentes de trânsito. É o que mostra o Relatório Global da OMS sobre o Estado da Segurança Viária 2018. 


Lei seca completa dez anos no Brasil. Foto: Governo do Estado do Rio de Janeiro.

No entanto, apesar das taxas de mortalidade no trânsito no país (19,7 por 100 mil habitantes, segundo dados de 2016) estarem registrando tendência de queda (estavam em 20 por 100 mil habitantes em 2006), elas permanecem bem acima das taxas europeias.

Outra triste constatação: ainda há muitos motoristas que bebem e dirigem, como revela a Pesquisa Nacional de Saúde, do IBGE. Publicada em 2013, a pesquisa estimou a proporção de indivíduos que conduziram veículo motorizado após o consumo de bebida alcoólica. Este percentual foi de 24,3%; considerando o total da população brasileira adulta, a proporção foi de 4,4%.

Dirigir sob o efeito do álcool é elencada como uma das principais causas de acidentes viários no mundo. Porém, apenas cinco países são intolerantes a qualquer dose de álcool quando se dirige: Eslováquia, Hungria, Paraguai, Uruguai e Brasil.

“Se beber, não dirija”

Por aqui, a “Lei Seca” completa onze anos em 2019. Criado em 2008 pelo então deputado federal do PSC-RJ, Hugo Leal, o projeto nasceu com o intuito de coibir e punir quem bebe e dirige, e não apenas ampliou o rigor da legislação, como também estimulou o debate em toda a sociedade.

Um estudo conduzido pelo Centro de Pesquisa e Economia do Seguro (CPES) e divulgado em 2017 aponta que, entre 2008 e 2016, a Lei Seca teria evitado a morte de quase 41 mil pessoas. Contudo, a embriaguez ao volante continua sendo umas das principais causas de acidentes de trânsito no país.

Desde abril de 2018 as imposições da Lei Seca ficaram mais rigorosas, justamente para inibir ainda mais quem insiste em associar álcool e volante. A mudança no Código de Trânsito Brasileiro definiu que o motorista que dirigir bêbado e causar acidente com vítima fatal será enquadrado no crime de homicídio culposo, podendo ser preso de cinco a oito anos.


“A quantidade mínima de álcool no organismo não é mais condição fundamental para a caracterização penal, mas apenas uma das formas de comprovação da sua ocorrência.” Julyver Modesto de Araujo, comentarista do CTB Digital.

Se o acidente ocasionar lesões graves ou gravíssimas, a pena varia de dois a cinco anos de prisão, sendo que, em ambos os casos, não há direito à fiança. Julyver Modesto de Araujo, comentarista do CTB Digital, explica que para a configuração do crime, basta que se verifique alteração da capacidade psicomotora. “A quantidade mínima de álcool no organismo não é mais condição fundamental para a caracterização penal, mas apenas uma das formas de comprovação da sua ocorrência. Todos os condutores que tiverem sinais notórios da influência de álcool ou, independente destes sinais, se o resultado do etilômetro for igual ou superior a 0,34 mg, devem ser conduzidos ao Distrito Policial para as providências de polícia judiciária”, destaca.

Ações buscam mudança de comportamento

O Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) lançou em outubro de 2018 uma campanha para prevenir acidentes que ficou disponível em todas as salas de cinema do Estado até o final do ano, além da divulgação pelas redes sociais do Governo do Estado e do Detran.

A campanha traz cenas fortes que mostram as consequências de se dirigir em alta velocidade, embriagado ou utilizando aparelhos celulares. Entre 2015 e 2017, 38 mil motoristas foram autuados por dirigirem alcoolizados no Paraná, porém, é dele também uma das maiores reduções de acidentes seguidos de morte (15,9%) durante os 10 anos de Lei Seca, segundo o Ministério da Saúde.

Ainda com o intuito de conscientizar e debater com a sociedade sobre os perigos da embriaguez ao volante, e para apoiar vítimas que sofreram com a imprudência de terceiros, foi criado um movimento popular intitulado Não Foi Acidente.

Os administradores do movimento compartilham histórias e informações nas redes sociais para legitimar a causa e, de alguma forma, diminuir o número de tragédias no trânsito por conta do álcool. A página no Facebook conta com mais de um milhão de seguidores.

Fabricantes e importadores têm somente até março para certificar componentes de motocicletas

Fonte: divulgação

O Instituto da Qualidade Automotiva (IQA) alerta fabricantes e importadores para o prazo de certificação de coroas, pinhões, correntes e escapamentos de motocicletas, que se encerra em 19 de março de 2019, conforme a Portaria Inmetro nº 356, de 30 de outubro de 2018, que revisa a Portaria Inmetro nº 123, de 19 de março de 2014.

Coroas, pinhões, correntes e escapamentos, fabricados e importados, deverão estar adequados a partir de 19 de março de 2019.

A vigência da obrigatoriedade, que antes teria início em 19 de março de 2018, foi revista pelo Inmetro após reivindicações do setor, segundo Sergio Kina, gerente técnico do IQA. “O Inmetro fez alguns ajustes técnicos e estendeu o prazo em atendimento ao pleito dos fabricantes e importadores”, explica Kina.

Para realizar as adequações, fabricantes e importadores deverão considerar os requisitos das novas portarias para a certificação de correntes (Portaria Inmetro nº 357, que substitui a Portaria Inmetro nº 44), coroas (Portaria Inmetro nº 358, que substitui a Portaria Inmetro nº 45) e pinhões (Portaria Inmetro nº 359, que substitui a Portaria Inmetro nº 47). Para a certificação de escapamentos, permanece a Portaria Inmetro nº 50.


“O Inmetro fez alguns ajustes técnicos e estendeu o prazo em atendimento ao pleito dos fabricantes e importadores”
Sergio Kina, gerente técnico do IQA.

Demais prazos – Fabricantes e importadores deverão zerar os estoques dos produtos sem certificação até 19 de setembro de 2019. Já os varejistas terão até 19 de março de 2021 para escoar os produtos sem a certificação. De acordo com o Inmetro, quem não atender aos prazos estará sujeito às penas previstas na lei, que são apreensão dos produtos e multa.